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Trump diz que Venezuela ainda não está pronta para eleições

Terremotos na Venezuela completam um mês O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que a Venezuela ainda não está pronta ...

Trump diz que Venezuela ainda não está pronta para eleições
Trump diz que Venezuela ainda não está pronta para eleições (Foto: Reprodução)

Terremotos na Venezuela completam um mês O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que a Venezuela ainda não está pronta para fazer novas eleições presidenciais. As falas acontecem no dia que marca um mês do terremoto que devastou o país e deixou, ao menos, mais de 5 mil mortos. ▶️ Os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país em 24 de junho e provocaram o terremoto mais mortal da Venezuela desde 1812, além do pior desastre natural da história recente do país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No início do janeiro, o governo americano fez uma operação militar em Caracas que resultou na prisão do ex-presidente do país, Nicolás Maduro, e de sua esposa Cília Flores. Os dois estão presos em Nova York e devem ser julgados em 1° de junho de 2027. O casal responde por narcoterroristmo, tráfico de drogas e outras acusações. Desde a captura do líder do regime chavista, sua vice, Delcy Rodríguez, vem comandando o país como presidente interina. Junto dela, compõe o alto escalão do governo Jorge Rodríguez, seu irmão e presidente da Assembleia Nacional, que é responsável por conduzir as negociações políticas. Rodríguez é considerada alinhada à Washington e, nas palavras de Trump, tem "colaborado" com os interesses dos Estados Unidos no país. Apesar de negar um pleito próximo, Trump afirmou que o país fez "muito progresso" sob o governo de Rodríguez. Alinhamento político No mês passado, integrantes do partido governista e da oposição se reuniram pela primeira vez desde que os dois lados assinaram um acordo para realizar as eleições presidenciais de 2024. As negociações devem começar em agosto. Antes dos terremotos, a líder opositora exilada Dinorah Figuera viajou a Caracas para se reunir com representantes do governo e com dirigentes da oposição. Outra líder da oposição, María Corina Machado, exilada desde o fim do ano passado, ainda não comentou as negociações. LEIA TAMBÉM Mali entra na mira de Trump: veja quais países os EUA já atacaram desde 2025 Flávio Bolsonaro diz que urnas usadas no Brasil são de empresa suspeita de envolvimento em fraudes na Venezuela Terremotos na Venezuela: a jovem que se recusa a abandonar os escombros onde estão os corpos de seus familiares Os Estados Unidos publicaram uma nota no último dia 16, afirmando que consideram um "passo importante" o plano de trabalho firmado entre o governo da presidente interina e parte da oposição. Segundo o Departamento de Estado, a iniciativa busca fortalecer as instituições democráticas, melhorar o sistema eleitoral e ampliar as garantias para a participação política. Em nota, o governo americano disse que os terremotos que atingiram a Venezuela mostraram a necessidade de união política e de instituições capazes de atender à população. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez REUTERS/Kevin Lamarque / Wendys Olivo/Palácio Miraflores/Divulgação via REUTERS Repressão a oposição Semanas atrás, o governo dos EUA já havia sinalizado seu apoio contínuo ao regime liderado pela presidente interina. Duas semenas atrás, María Corina Machado foi impedida por Washington de voltar ao seu país. O governo americano achou contraproducente e oportunista a presença da opositora no país e abortou a decolagem do avião particular que a levaria para Curaçao, de onde cruzaria, por via marítima, o caminho de volta a seu país. “Adicionar questões políticas sensíveis a essa situação neste momento é contraproducente para nossos esforços de ajuda após essa tragédia”, justificou um funcionário do Departamento de Estado. A decisão expõe e mais uma vez enfraquece Machado, que em dezembro passado, com a ajuda dos EUA, fez o caminho inverso para fugir da Venezuela, onde estava clandestina, para chegar a Oslo. Mortos e desaparecidos Equipes de resgate e familiares continuam procurando vítimas entre os escombros deixados pelos terremotos que devastaram o norte da Venezuela. Centenas de pessoas continuam desaparecidas. Enquanto isso, organizações preveem um custo bilionário para reconstruir as áreas mais afetadas. Segundo o balanço oficial, mais de 5 mil pessoas morreram e cerca de 17 mil ficaram feridas. Por outro lado, o governo admite que o número final de vítimas fatais pode ultrapassar 10 mil. Dados oficiais apontam que 190 edifícios desabaram completamente, enquanto quase mil construções sofreram danos estruturais. Ao menos 20 mil pessoas continuam vivendo em abrigos temporários. O número de desaparecidos ainda é incerto. O governo venezuelano não divulga um balanço oficial, mas uma plataforma pública criada para reunir informações sobre vítimas aponta que quase 30 mil pessoas seguem sem contato com familiares ou amigos.